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sábado, 16 de julho de 2011

Vale a pena investir???



Brasil,um país de todos!Será esta a melhor maneira de se definir o país em que vivemos?Afinal,o que nos leva a acreditar que aqui o TUDO é para todos?

Não podemos dizer que estamos numa democracia das mais invejadas,visto que vivemos num país em que ainda há muitas desigualdades, um lugar onde o rico é muito rico e o pobre é muito pobre, esta frase parece clichê ,mas esta pobreza nos causa certo envergonhamento circunstancial.

Com uma economia considerada estável, afinal saímos de um período de recessão com saldos positivos, embora não tenha sido o projetado,o país ainda sofre conseqüências dos altos índices de pobreza da nação.Esse ano o país tem uma estimativa de alcançar uma renda per capita em torno de R$19.000,segundo informações da página de economia do Portal Ig,com isso pode-se notar que a distribuição desse dinheiro não é das mais justas e os números nem sempre mostram a realidade.

Quando se trata de números é preciso cautela para que não sejamos enganados por falsas perspectivas numéricas que a primeira vista parecem favoráveis,contudo quando analisadas minuciosamente revelam o real valor da moeda em questão.

E por falar em moeda,este termo vem de encontro com uma idéia permanente de dinheiro,verbas, finanças,gastos, lucros e diversos outros indicadores de poder econômico entre nações.E aqui num país chamado Brasil não é diferente.

Economia e política gerem o país e são os combustíveis da nação.O poder econômico pela sua eficácia em toda e qualquer relação, desde as mais simples como uma pequena compra domiciliar, até as que exigem grandes investimentos como parcerias internacionais.O poder político também não fica atrás, visto que, muitas, aliás, quase todas as contas públicas ficam a mercê da boa gestão dos nossos governantes.

E o que é mesmo feito com todo o dinheiro que faz gira e mover a economia do nosso país?

Há uma infinidade de programas custeados pelos cofres públicos, ou seja, pelo dinheiro que sai do bolso do contribuinte.E entre eles está o investimento do governo federal no gasto social, o que significa a parcela que o governo investe nos fundos de assistencialismo social do país.

Dentre esses projetos, podemos destacar os programas bolsa família e renda cidadã,programas de transferência de renda dos governos federais e estaduais respectivamente, que atingem cerca de 13 milhões de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza em todo o país.Em ambos os casos, há critérios de seleção para se definir o perfil das famílias capacitadas a receber o benefício, que apesar de ser apenas uma pequena ajuda é subsídio fundamental pra muitos dos beneficiários.

Este programa tem como uma de suas condicionalidades manter o filho em idade escolar matriculado e com freqüência de 85% nas aulas, este é um método para evitar a evasão escolar e incentivar a educação.

Ainda que este seja um setor deficitário no Brasil, a educação é fator fundamental para quebrar a chamada transmissão de pobreza, em que ser pobre se torna uma síndrome hereditária passada de geração em geração.Manter uma criança na escola mesmo que “a força”,pode garantir bons resultados ao médio prazo,visto que a educação é a chave mestra para abrir as portas do futuro.Conhecimento é primordial para qualquer ser humano e como tal deve ter o valor justo neste país. Programas como este podem servir de passaporte para o ingresso dessas futuras gerações nos âmbitos sociais.

No entanto, junto a esses programas caminham especulações sobre qual a real finalidade dos programas de assistencialismo do governo, pois o gasto com o social chegou a 4,4 bilhões no ano de 2009, só no estado de São Paulo.Mesmo com controvérsias, o bolsa família se firmou como um dos mais importantes programas sociais do país.

Especulações em torno desses projetos vão de encontro a conflitos políticos, uma vez que,muitos taxam essa medida como populista,sendo assim apenas mais um trunfo para angariar votos.

Pois bem!Mas se esta é uma medida populista, e como tal rende bons frutos,então que seja bem vinda.Afinal, política por política que seja feita àquela que vai de encontro com melhorias e bem estar da população.

No poder público o que vale são os bons resultados, aliados a medidas legais, sem eles não há também planos de carreira,desta forma,não adianta apenas semear,tem-se também que cuidar para que a colheita seja eficaz e gere bons frutos.

Aliar num só palco, economia, poder político e programas sociais é praticamente plataforma única em qualquer campanha.Todo bom gestor quer em seu governo bons rendimentos econômicos, notoriedade pública e resultados plausíveis nas obras sociais, deste modo, quem almeja o poder político estará sempre na busca incansável pelo sucesso de seus projetos.

Que fique bem claro que não sou a favor de esmolas aos mais carentes, mas sim de um incentivo que abra caminhos para as futuras gerações.Se os resultados forem positivos creio que o investimento valha a pena!!!


Vivian Smanioto

3 comentários:

  1. Grande texto Vivian!!

    De fato os programa sociais devem ser mantidos e até ampliados, sou a favor do Estado de Bem Estar Social, porem com um importante detalhe, todos os programas sociais devem ser estruturados para serem temporários os cidadão receptor, sempre pensado que estar incluso nos programas é questão de tempo, a fim de alavanca-lo socialmente. O Bolsa Família carece desses mecanismos, pois a aferição de renda é falível e a utilização dos subsídios diversas vezes é deturpada. As "bolsas sociais" devem sempre ter o foco na capacitação, educação, empreendedorismo e outras portas de saída!

    Mais uma vez, parabéns pelo texto, relato cronológico da economia-politica preciso! Vou aproveitar e fazer o meu próximo artigo emendando no seu texto, sobre a década da busca da qualidade que entraremos!

    Grande Abraço

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  2. Obrigada Pirr....rsrrs...Realmente temos q nos ater a essas discussões de forma a enxergar até que ponto é viável a aplicação desses benefícios,para que o mesmo não caia no comodismo de algumas pessoas,mas vale a pena investir na população de modo a abrir espaços para que a mesma consiga ampliar seu universo numa sociedade muitas vezes fechada e egocêntrica.

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  3. Acredito nos programas sociais, visto que auxilia muitas famílias com pouquíssimos recursos, porém, ainda acredito que somente a Educação molda.
    É muito mais viável no desenvolvimento de um país investir em escolas e qualificação profissional do que distribuir migalhas, pois nenhuma família consegue levar uma vida financeira digna com o valor do Bolsa Família. Não creio que se consiga erradicar a pobreza distribuindo migalhas. Deveria-se angariar os programas sociais juntamente com a Educação. Importantíssima a questão que você abordou Vivian, e parabéns por artigo claro e objetivo!

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