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domingo, 30 de outubro de 2011

Por uma nova Líbia.




Os rebeldes da Líbia, em boa parte cidadãos comuns, conseguiram mostrar aos governos ditatoriais do mundo que é possível vencer uma guerra contra um exército regular. O efeito político da morte de Kadafi, em 20 de outubro, é colossal, não chegou a uma semana da morte de Kadafi e seu filho, e o ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, resolveu abdicar do governo, após 32 anos no poder, talvez pelo temor de acontecer com ele o mesmo que ocorreu com o ex-ditador da Líbia.

O novo governo da Líbia não terá todas as estruturas da democracia ocidental, talvez tenha o mínimo, ou seja, tenha sua forma de governo pautada por uma República Islâmica com participação do povo, que por meio do voto, escolheria seus parlamentares ou presidente. Se for isso, é pouco, tendo como dado à miríade de mortos que ocasionou a guerra civil iniciada em fevereiro deste ano.

Para os governos europeus não importará muito o modelo de governo que será adotado na Líbia, e sim, se os contratos efetivados para distribuição de petróleo e gás serão mantidos. Era evidente às relações políticas e econômicas que Itália, França entre outros países mantinham com o ex-ditador Líbio. Tudo em nome do petróleo barato e acessível deste país do norte da África para os países ricos e “civilizados” da Europa.

Após a morte de Kadafi, relatos de execução em massa de seus seguidores são veiculados em vários meios de comunicação. Assim, a nova Líbia já nasce com um problema, quem julgará esses crimes e como as armas serão recolhidas desses ex-guerrilheiros? Há também uma probabilidade que ao mudar radicalmente sua forma de governo, os líbios, para se manterem como um país estável, não poderão mudar seu eixo econômico, de ser apenas um fornecedor de combustível para os europeus.

 
 
Israel Gonçalves
Cientista Político e professor de História.
Blog: http://realpoliticabrasileira.blogspot.com/
Siga-me no twitter: @isra_na_polis

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Do medo à esperança, depende de nós!!


Às vezes me questiono sobre o que realmente vale a pena na vida, afinal temos aqui uma passagem tão rápida que quando menos percebemos lá se foram os anos de efervescência que nos permitem lutas e grandes conquistas.

Parece um tanto utópico questionar a validade de nossos atos em virtude do bem, nos deparamos a cada dia com uma sociedade desprendida de sentimentos onde prevalece a ganância e uma ânsia desmedidas pelo poder.Tenho medo! Medo de estar diante de uma realidade sem volta.

Contudo ainda me agarro na esperança que vejo nos olhos de cada cidadão que vai atrás daquilo que precisa utilizando-se de meios dos quais muitas vezes nós mesmos desacreditamos, o poder público.

São inúmeras as pessoas que buscam soluções para seus problemas através dos órgãos do poder público, o legislativo, por exemplo, é chamado de a casa do povo e trabalha como tal, embora ainda haja falhas e retrocessos em diversas questões, aquela casa está aberta e acomoda quantas pessoas forem necessárias á medida que se dispõem a atender o público e seus anseios.

O poder legislativo tem como sua principal função criar leis e fiscalizar o executivo, a função de legislar, no entanto, permite que o seu vereador seja um facilitador entre a população e seus anseios mais urgentes, basta que haja coerência e legalidade nos pedidos levados a casa.

É de extrema importância que cada cidadão se atenha às propostas de seu candidato, visto que, este estará lá por 4 anos para ser nosso representante na casa de leis. E é nessa hora que o medo ao que me referi no início, dá lugar a esperança.

A cada nova etapa temos a chance de mudar o que está aí, e mudar para melhor, o voto é para cada um de nós uma pequena semente, cada um possui apenas um grão,porém todas juntas podem gerar uma enorme e frutífera plantação.

Vivian Smanioto

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Fale, mas eu não te escuto!


Sinônimo de povo para políticos: peças decorativas!

Os conselhos como a voz do cidadão
Uma das formas que comprovam se um Estado é democrático de verdade, é verificar se existem mecanismos para ouvir os anseios e demandas da população.

Canais sociais ajudam, mas não é a mesma coisa!
A própria sociedade tenta auxiliar neste processo, através de programas populares de rádio, onde o povo pode falar; através de espaço para o cidadão denunciar aspectos ruins na cidade em jornais; e também da atuação da sociedade civil organizada como ONG’s, grupos pastorais de igrejas e associações de bairros e de classe.

Mas o que adianta falar se o Poder Público não quer ouvir?
O Poder Público deve criar mecanismos e espaços oficiais para que o povo fale oficialmente. O melhor caminho é a criação de Conselhos Municipais onde as pessoas interessadas no assunto podem discutir Políticas Públicas específicas

Há vários Conselhos em Limeira!
Em Limeira há vários conselhos municipais, onde podem ser citados: Juventude, Meio Ambiente, Saúde, Segurança Alimentar, Assistência Social, Segurança, Educação, Transporte, Pessoa Idosa, Portador de Deficiência, Criança e Adolescentes, entre outros. Eles podem ser Consultivos, onde os membros somente são ouvidos pela Prefeitura; ou podem ser deliberativos, onde os membros decidem efetivamente as ações a serem tomadas. A menos que a legislação federal não obrigue para liberar recursos, os Conselhos em Limeira são consultivos. Mas a maioria sofre de problemas como pouca participação, burocratizado, sem infraestrutura para funcionamento e descaso do Poder Público.

Caso do Conselho da Cultura!
Recentemente, houve uma polêmica sobre a votação para aprovação do Conselho de Cultura com o caráter consultivo. Legislação Nacional pede que o conselho seja deliberativo para o município ter acesso aos recursos para Cultura. Mesmo assim, o Executivo Municipal preferiu enviar um projeto onde os membros não tenham direito de decidir, mesmo sendo os mais capacitados para isso.

Samambaias da Democracia!
Para muitos homens públicos, a população é como uma samambaia: SÓ SERVE PARA DECORAR O ESPAÇO! Por que o povo não pode ser ouvido? Será que quando as pessoas têm vozes, fica mais complicado fazer prevalecer os próprios interesses? Saber ouvir demonstra a necessidade de desenvolver a capacidade de explicar as prioridades assumidas.

2012 está aí
E aí, há quem interessa administrar uma cidade onde o povo não é ouvido?
Com a palavra, os eleitores                                                                                                                       

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CONTRA A VIOLÊNCIA INFANTIL



ONDA JOVEM SE MANIFESTA CONTRA A VIOLÊNCIA INFANTIL

Faça parte da manifestação na web colocando uma imagem que remeta a infância e apoie essa causa

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Nova Política


Certa vez ouvi um cidadão dizer que não havia a nova política, nem novos políticos e que tudo era balela com discursos vazios.

Não concordei, porém não argumentei, resolvi pensar na situação e fui além, passei a observar ao meu redor alguns que se diziam parte de uma nova política, aquela revolucionária, não pelas farras, mas pelos ideais, pela postura de liderança nata, que é bem diferente de líderes empossados por tradições familiares.

Lideranças natas não precisam impor presença, elas se dão naturalmente pela necessidade que sentimentos de ter ao nosso redor pessoas que tragam dentro de si um espírito de mudança alinhada com posições firmes perante seus atos.

A partir dessa concepção de liderança, descobri que há sim nova política e novos políticos.

Eles estão aí, dispostos a lutar para que seus sonhos sejam reais.São lideranças dos mais diversos segmentos que buscam através de uma nova forma de ver e trabalhar a política um caminho para as mudanças. Mudanças essas que muitos desejam, porém poucos se atrevem a buscar.

Pude perceber que alguns tentam se impor e mostrar trabalho, mas apenas uma pequena parcela consegue de fato compor um grupo que compreenda atitude, vontade, e capacidade de mudança.

As velhas raposas estão atentas a esses novos líderes que surgem e por inúmeras vezes tentam aniquilar os postulantes a esse disputado espaço de poder.

Poder esse que precisa estar nas mãos corretas, visto que não é difícil nos depararmos com pseudolíderes, aqueles que estão sempre a mercê de uma voz e não são capazes de se definirem sozinhos, estes, certamente se perdem por esse caminho, onde somente grandes e verdadeiras lideranças permanecem com sucesso.


Vivian Smanioto

segunda-feira, 3 de outubro de 2011





O novo sistema político.

É de extrema importância a participação dos movimentos populares no debate da reforma política que se faz necessário e urgente. Não vejo tanta vontade dos partidos que se dizem dispostos a aprovar um modelo de reforma que combata a corrupção, eleve o debate político e diminua o predomínio do poder econômico para fortalecer a participação efetiva dos cidadãos.

Foram apresentados inúmeros anteprojetos e propostas por vários deputados e senadores; o Partido dos Trabalhares defende o financiamento público de campanhas e o sistema proporcional misto de lista partidária, com dois votos, um no partido e outro no candidato. O poder econômico deve perder força e influência com a adoção do financiamento público, com o atual sistema é muito fácil perceber a disparidade nas campanhas.

Muito interessante também é a mudança na forma de votação para o Legislativo, o eleitor votará inicialmente em um candidato de sua escolha e o segundo voto é dado ao partido de sua preferência. Ocorrerá o fomento da discussão em torno dos planos de governo que os partidos apresentam à sociedade.

Isso transfere aos partidos uma enorme importância no sistema político gerando uma incerteza e levanta a possibilidade de escolherem os nomes da lista ao arrepio dos militantes. O TSE deve estabelecer critérios à formação da lista garantindo a proporcionalidade nas legendas e garantir voz decisiva a militância. A mais significante alteração poderá ocorrer nas coligações proporcionais que ao longo do tempo foram colocadas em xeque, é muito comum ouvirmos falar de partidos de aluguel, são os chamados ‘nanicos’ que se colocam no jogo simplesmente para acrescentar alguns segundos nas inserções partidárias, e acreditem, esses poucos segundos valem muito dinheiro.

Outras propostas direcionam o debate em torno de proposições que atendem aos interesses de quem não está disposto a mudar o atual o sistema falido se beneficiar politicamente no futuro.

Portanto é chegada a hora de nos unir para fortelecer o debate da reforma politica, a montanha vai parir um rato, eu como jovem e politizado defendo a aprovação de uma reforma complexa e detalhada e que  antes de ser colocada em pratica passe pelo crivo dos brasileiros através de um plebiscito.

"Sou altamente consciente e confiante. Eu acredito no meu povo brasileiro" (Sandra de Sá)

Mudanças já..!

Pablo Biazotto