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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Graça ou Trapaça




Questões que envolvem os meios políticos muitas vezes caem no descrédito pela relação quase umbilical com tramóias e ilegalidades, pessoas que fazem do ser político, quase que um ser fora do contexto humano. É fácil ouvirmos por aí, fulano de tal é político, certeza não presta.
Triste ver essa situação, convivemos numa sociedade em que não saberíamos definir essa arte, pois ser político, mais que uma vocação é uma arte, algumas vezes da graça, outras da trapaça.
A graça que se envolve nos campos políticos se dá a medida que uma pessoa se sente não mais parte de si, mas um pedaço da sociedade inserida na luta pelos demais, um ser que faz da sua vida um motivo a mais pela sobrevivência e melhores condições do outro.
Diferente da trapaça, que também em forma de arte se faz presente no cotidiano de cada um de nós. E porque trata-la como arte? Simples, é preciso ser muito artista para convencer e se fazer presente até por gerações num meio tão desacreditado.
Graça ou trapaça seja qual for a definição, ela está em cada ser, mais que isso, em cada atitude. Rever conceitos, se ater aos atos de cada um, ver além de belas palavras é fundamental na escolha de representantes, como a palavra mesmo sugere, está ali para representar, o que pressupõe o outro,pois a favor de nós mesmos é tudo mais fácil.


Vivian Smanioto